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sábado, 3 de julho de 2010

Cronômetro.

Desde o meu primeiro choro na maternidade, desde o meu primeiro suspiro, desde que eu vi a luz penetrante que me cegava pela primeira vez, o dia de minha morte já estava sendo contado, meu cronometro já estava ativo. Aqueles números coloridos que ficam bem em cima de minha cabeça, que diminuem a cada segundo, e mudam de cor, formam praticamente um caleidoscópio, a cada movimento. Confesso que é até agradável olhar suas variadas cores e quão agiu o mesmo se mantém. Me impressiono como ele não erra, como ele não se cansa, como seus números diminuem tão rapidamente. Mais já o vi diminuir lentamente, suas cores já não eram tão vivas e extravagantes, ao passar dos minutos, elas ficavam mais neutras, e quando chegou ao zero, sua cor foi aquela mais protetora, aquela que contribui pela paz e conforto, alivia as sensações, a que ajuda a limpar e aclarar as emoções, os pensamentos e o espírito. Sua ultima cor foi o branco. Penso se quando o meu chegar ao zero também terá essa cor .. Se eu pudesse escolher uma cor, seria uma alegre, que liberasse as emoções negativas, que me fizesse sentir menos penosa e insegura, que me fizesse sentir mais compreensiva e que contribuísse com à vontade de perdoar. Seria o laranja. Essa seria a cor perfeita, pois antes de qualquer pessoa, eu precisaria me perdoar, e acho que essa seria a melhor hora. Já que enquanto viver e respirar não conseguirei dar o perdão a mim mesma. Meu cronômetro continua diminuindo, e seus números ainda não consigo pronunciar. Mais e você, sabe em que número seu cronômetro está?