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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Realidade fantasiada.


Eu vou pra cama todo dia com mil histórias, mil poemas e composições que poderia escrever em meu diário. E eu tento passá-las pra um, juro. Mais infelizmente as palavras se embaralham, perco o rumo da história, sai tudo diferente comparado a minha fantasia.
À dias que não escrevo, que não ponho para fora, o que há de mais estranho em mim. E agora, como vou poder decifrar-me?, como vou entender mais sobre mim? Espero que passe logo, tantas coisas não podem ficar presas por muito tempo, tenho medo de não aguentar, e deixar todas elas se evaporarem ..
Mais medo eu tenho de não conseguir me descobrir, essa era a melhor maneira, na qual eu poderia ler e reler o que andei sentindo todo esse tempo.
Talvez não esteja tão dedica como no começo, talvez seja a complexidade de passar tudo que há aqui dentro para simples palavras, talvez essas coisas sejam tão incógnitas que meras palavras não sejam suficiente para expressar tudo que se passa dentro de mim.
Não quero mais me encontrar neste estado, incapaz de traduzir-me. Quero encontrar uma saída, um motivo para isso passar. Talvez seja a monotomia da minha vida, todo dia à mesma coisa, sem ter o que falar sobre o que conheci, descobri, senti. Sem ao menos reparar no banco da braça o quão lindo o dia está, sem ficar parada por alguns minutos em silêncio sentindo o vendo tocar-me com tanta delicadeza e levemente desalinhar os fios de meu cabelo sobre meu rosto. Sinto até frio na barriga de lembrar desses momentos, nos quais eu estava tão longe, em um mundo que só eu sei que existe, onde nada pode acontecer, e os sonhos mais impossíveis se tornam tão reais.
Está na hora de me desprender disso, dessa monotomia que está acabando com minhas histórias, com um mundo que por mais que eu esteja sozinha nele esteja tão completa, tão intocável.
Me trás de volta a minha realidade fantasiada, na qual onde nenhuma monotomia ofusca as mais belas histórias da minha vida.