Poucas pessoas sabem lidar com uma perda. No meu caso tive várias, mais a conclusão: Ainda não aprendi a lidar com a mesma. Estou errada? Acho que não, pois tudo que é importante, que nos faz bem, que nos alegra e nos consome nunca é bom se ver partir ..
As vezes ainda crio uma certa fantasia para encobrir aquilo que me marcou. Mais isso dói muito mais do que encarar a verdade nua e crua. Mais o que posso fazer? já que esse é a única forma que tenho para que apenas eu sofra com toda a verdade e mais ninguém.
Posso dizer que me sinto sufocada por guardar tantas coisas aqui dentro, mais eu não tenho para onde fugir. Aguentei até hoje porque não poderia aguentar pelo resto de minha vida? Eu era tão pequena para saber lidar com o que mais me apavorava, que me dava medo, que me fazia perder o sono. E agora? Já sou praticamente uma mulher crescida, não o bastante, mais madura o suficiente ( sabendo que ainda tenho mais que aprender, mesmo com tantas coisas na bagagem ainda tenho muito para viver, amadurecer e crescer ). Mais com um fantasma que faz desmoronar toda minha postura. Ainda bem que a única pessoa que vê isso, sou eu mesma.
Mudei tão rapidamente, cresci aceleradamente, e o lado bom disso tudo? É que hoje eu sei o que eu quero, busco minha independência todo o dia, busco me superar sempre mais. Vivo sabendo que amanhã não posso ter nada. E com a esperança que eu ainda possa me libertar. Não tenho medo de mostrar quem eu realmente sou, e busco sempre transparecer muito mais de mim. Exceto algumas coisas que deixo guardado, pois é melhor para todos. Falo mais do que devo, sincera demais. Se isso é um defeito ou qualidade eu não sei. Mais para mim, a verdade só tem uma cara, e é o melhor meio para adquirir um bom caráter.
Tenho sonhos impossíveis, mais para mim são tão reais. Não faço planos pois cada dia é um dia, e com minha bipolaridade não sei se iria querer o mesmo que ontem. Mais mantenho meus pés nos chão, e só deixo que a vida me conduza e me leve aonde eu devo estar.
Tenho certos medos, os quais me impedem de tantas coisas. Sofro com isso, mais não é tão ruim te-los, afinal as vezes sendo só de mim mesma, evita dores quase incuráveis.
Faço sempre uma observação de mim mesma. E a conclusão? É que tenho altos e baixos, pois meus monstros e fantasmas não me deixam em paz. E nunca poderia ficar, afinal tenho marcas. Marcas nas quais eu mesma fiz para descontar apenas mim toda a dor, desespero, culpa, raiva e medo que sentia . E mesmo que um dia eu me recupere, elas ainda estariam aqui. Pois são marcas, literalmente marcas.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Literalmente marcas.
Postado por dul às 18:20
